"Só o que sonhamos é o que verdadeiramente somos, porque o mais, por estar realizado, pertence ao mundo e a toda a gente"

Bernardo Soares
Livro do Desassossego

A"morte" da actriz que nasceu no Brasil

Maité Proença "morreu".

É verdade. Pode-se morrer estando viva.
Nenhum Português ficou indiferente ao vídeo gravado por ela e que passou na TV brasileira, algures em 2006, em que ... bom, não sei explicar, ela disse tantas barbaridades acerca de Portugal, mas tantas!!!

De salientar esse grande momento em que ela cospe (literalmente) numa das fontes do Mosteiro dos Jerónimos (entre outros grandes momentos).

Não vou publicitar aqui o vídeo, porque é mesmo intragável.

O mais curioso é que alguns jornais pediram um comentário a Miguel SousaTavares (coitado, esse desmembrado mental!) que, como se sabe, teve (ou tem, não interessa) um caso com a dita actriz.

Diz hoje SousaTavares que só reagiu mal ao vídeo de Maité o chamado "português saloio". E acrescenta: para ele Maité é uma excelente actriz e escritora (!!!!)

Pronto, então, salioa me confesso, porque reagi muito mal quando vi o famigerado vídeo, que saltou para o conhecimento geral ontem, apesar de ter passado na TV brasileira em 2006.

Já agora, vem ao caso, porque sim, referir que não gosto do Miguel SousaTavares, como figura conhecida; nunca comprei nenhum livro deste senhor (salioa, portanto!) e mais ainda: se SousaTavares "defende" publicamente Maité pelo que fez, então estão bem um para o outro.

Nem ele, nem ela verão um simples tostão meu!Nem nas livrarias, nem em qualquer peça de teatro que a actriz venha a fazer a Portugal!! Para ela, se todos fizéssemos o mesmo, era um rombo na sua "economia doméstica", porque o Euro, no Brasil... vai lá vai!!!

Aliás, ela deve temer pela sua segurança se voltar a Portugal nos próximos tempos. Quem sabe, talvez leve com algo pesado nas trombas!

Coitados destes dois...

Maité gravou ontem um vídeo a pedir desculpa aos Portugueses.
Cuspir no Mosteiro dos Jerónimos, filha, nem com desculpas lá vais!!!

Assim não!
Maité "morreu" em Portugal.
Sousa Tavares, o "namoradinho Português", esse, pra mim nunca existiu, sequer!

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Depois das férias .... o Chefe!

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... e vários posts (ou póstes como já ouvi dizer) depois...

Finalmente, um "cheirinho" do novo disco de Rodrigo Leão - A Mãe.
Claro, mais uma delícia!

A Corda

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À descoberta do poliamor

Li na "Visão" uma entrevista com a psicóloga Deborah Taj Anapol. Escreveu um livro chamado "Polyamory: Love without Limits".
E ela cultiva este ideal: integrar sexo e espiritualidade no quotidiano.

Sim, há quem lhe chame tantra, enfim, ela chama-lhe poliamor; basicamente, a nossa sociedade chamaria a esta forma de estar na vida "imoral". Completamente!
Porque Deborah é livre de amarras sociais e vive como muito bem lhe apetece, sexualmente falando. Portanto, numa forma limitada de olhar para isto, uma pessoa "devassa".

Uma das perguntas que a "Visão lhe fez (via telefone) e a resposta de Deborah:

"O poliamor tem sido definido por aquilo que não é - simples sexo, troca de casais, amizade colorida, poligamia. Acredita neste tipo de amor, sem limites?

- Há formas de amar que permanecem incompreendidas. Cheguei a chamar-lhe relacionamentos feitos à medida, ajustáveis a cada um, sem ter de encaixar num molde. Nos últimos 25 anos, estive em relacionamentos multiparceiros, mas houve algumas alturas em que fui monogâmica por opção e outras em que optei pelo celibato. Hoje, prefiro ser vista como alguém consciente, mais do que não monogâmica consciente. É a atitude que importa - a honestidade - e não tanto a forma como se assume. "

Diz ela mais tarde:
"Para quem deseja uma vida simples e sem dificuldade em lidar com a incerteza, a diversidade, a complexidade, o poliamor não é uma boa opção."

Claro que alguém com um nível destes de lucidez é, certamente, muito incompreendida pela sociedade em geral, nomeadamente pelas mentes mais rubicundas, atrasadas e limitadas.

Pessoalmente, parece-me que, se eu chegasse ao pé dela e lhe dissesse: "olha, querida, eu sou monogâmica", ela dir-me -ia "como queiras, faz como te sentires melhor".

É este nível de aceitação que sinto nesta teoria do poliamor. Aceitação e lucidez. Concordando ou não, vivendo ou não este tipo de experiência na vida, merece certamente o mesmo nível de aceitação que a própria teoria em si revela.

Faz-me sempre pensar e sentir, quando leio qualquer coisa que é socialmente "não aceitável" e na nossa sociedade, feita de pessoas que julgam os outros, baseadas no cariz cristão que diz precisamente "não julgues, para não seres julgado" - ou seja, numa sociedade construída a partir da aparência e não da essência (portanto prenha de falsidade e desonestidade interior) que, vendo bem as coisas, eu não poderia dizer que sou monogâmica.

Isso não é o que eu sou. É o que eu faço, neste momento, por opção pessoal. Já houve alturas em que fui multiparceiros e outras em que preferi o celibato, sim.
Gostei desta abordagem livre. Isto vai muito mais para lá da aparente questão da sexualidade. Daí, a palavra poliamor ter-me feito muito sentido.
Isto vai muito para lá da aparente questão da sexualidade, sem dúvida!

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Nigel Kennedy

Vale mais ter-se graça... ou ser-se engraçado?
É que ambas não implicam necessariamente o mesmo.

Então, ao ver estas imagens do violinista Britânico Nigel Kennedy é uma rajada de ar fresco na chamada música erudita (neste caso, Barroca).

Mais uma vez, para se ter sentido de humor é preciso ter inteligência. E um talento extremo!
Fantástico, absolutamente!!
Aqui está ele, com a Irish Chamber Orchestra num concerto dedicado a Bach.

Quando ele diz, no primeiro filme "Ladies, gentlemen and ... the rest of you, you know who you are" estava a referir-se ao Cristiano Ronaldo. Se não me engano vi-o ali sentado, mesmo na primeira fila! (pronto, chama-se cinismo a isto, para o caso de alguém pensar que eu estava mesmo a falar a sério ;o)



Agora, vejam, como se pode ser literalmente brilhante!

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Até breve, Pina!

Com a morte de figuras mais "mediáticas", reportagens das quais, confesso, já estou um bocado farta (já chega!), passou ao lado da maior parte das pessoas a morte, no passado dia 30 de Junho, da coreógrafa alemã Pina Bausch. Lamentavelmente, só uma elite ligada ao mundo da Dança Contemporânea vai sentir a falta desta mulher.



Carismática, Pina nasceu na Alemanha - Philippine Bausch.
Os pais tinham um restaurante, uma hospedaria e ali ela viu muitas vidas passar-lhe pela frente.

Aos 15 anos, Pina ingressou na Academia de Dança de Folkwang, dirigida por Kurt Joos (coreógrafo expressionista).

Pela sua excelência, aos 18, ganhou uma Bolsa para a famosa Juilliard, em Nova Yorque. Estudou com os melhores do mundo: Anthony Tudor, José Limón, Paul Taylor.
Convidam-na para integrar o New American Ballet e mais tarde o Metropolitan Opera.

Mas esta alma era maior do que um simples país norte-americano. A criatividade saía-lhe por todos os poros.

Aos 22, Pina regressa a casa, à sua Alemanha, à sua Europa e junta-se ao seu mentor Kurt Joos, para ser solista.
Em 1969, Pina substitui Joos na Direcção da Companhia Folkwang e 4 anos mais tarde é convidada para dirigir o Ballet Wuppertal. Passa a chamar-se Tanztheater Wuppertal Pina Bausch.

Em 1984, a Companhia estreia nos Estados Unidos. Os mais conservadores chamam à sua arte "terrorismo teatral" e "abuso puro e duro" (coitados! eram muito susceptíveis).

Muita coisa se passou a partir deste ano de 84. A vinda da Companhia de Pina Bausch a Portugal foi frequente, mesmo nestes anos mais recentes, nomeadamente de 2 a 9 de Maio de 2008.

Morreu com 68 anos, no final de Junho.

Há uma frase de Pina Bausch que nunca vou esquecer:

"Interesso-me, não pela forma como as pessoas se movem, mas por aquilo que as faz mover."



Carismática, sensível, atrasei-me Pina, para te dizer ... até breve. O mundo ganhou tanto com a tua critividade, com a tua arte! A gratidão profunda de quem sempre teve e tem, desde a infância, o maior respeiro, amor, paixão pelo Bailado, pela Dança e e por "aquilo que nos faz mover"!

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Encontrei ... encontrei...

Em relação ao post anterior, encontrei outra vez a revistazita e as palavras exactas do "jornalista" (está escrito debaixo do nome dele - Jornalista).

Basicamente fala acerca do álbum Theatrum e diz, passo a citar:

"(...) um disco com uma impressionante carga dramática, raiva, fúria e agressividade e achei estranho a pessoa em nada condizer com aqueles estados de espírito. Sim, percebi que Rodrigo Leão era pouco linear, que tinha muitos altos e baixos, que vivia num mundo à parte, mas pareceu-me tão doce que não encontrei paralelo naqueles sons densos, carregados de imagens pesadas e escuras, quase aterradoras, certamente violentos."

Isto é lindo, realmente!!!
Respondeu-lhe Rodrigo Leão e passo a citar:
"Ando sempre a leste. Sou distraído, inocente e distante de tudo. Sabes, acho as coisas pequenas mais importantes e sou da opinião de que na humildade é que reside a sabedoria."

O remate do "jornalista" também é delicioso e assim termina o "artigo":

"Sócrates, o filófofo, ia gostar de ouvir isso."

arfffff!!! Tive uma quebra de tensão.

Vou num instantinho preparar as coisas para mostrar o lado "maternal" de Rodrigo Leão com uma das músicas de "A Mãe". Volto já.

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Nem sei por onde começar....

...
Bom, é o que dá sair de casa pra ir beber a bica.
Vivo a minha vida de uma forma resguardada, é um facto. Porque gosto, sempre gostei. Só quando se metem comigo, de alguma forma, é que saio do meu canto. E agora, já nem isso... "just talk to the hand".
Mas pronto. Isto foi porque calhou ir ao café e apanhar o que está por perto pra ler.

Já se imagina, não é? Que tipo de jornais e revistas estão no café? Os mais baratos, os de maior tiragem (baratuchos a todos os níveis) e, claro, aqueles que não leio e nunca compro.

Nem digo o nome do jornal, porque acaba por ser publicidade de alguma forma ( e não quero! Credo!). Mas o nome do jornalista gostava de colocar aqui, coitado. Mas, foi-se-me o nome. Não tomei nota.

Era um pequeno artigo de opinião sobre Rodrigo Leão. O senhor que escreveu o artigo afirmou ter estado com o compositor em 1996, na altura em que foi lançado o álbum "Theatrum" e ... eis que ficou surpreendido por ter encontrado "um" Rodrigo Leão calmo, centrado, até tímido.
E isto porque... ouvindo "Theatrum" - desculpem agora, mas queria mesmo ter trazido as palavras exactas do "cronista" - a música veiculava tamanha raiva, violência e adjectivos quejandos, que, coitado, espantou-se por encontrar um homem comum.

Pois é! É o que dá a ignorância!
Mentes pequeninas que escrevem para jornais pequeninos (segundo li, um dos que tem maior tiragem nacional, portanto a quantidade de gente pequenina que efectivamente compra aquele pasquim) !

Sei que gostos não se discutem. Mas o "cronista" não dava uma opinião. Eu estou a dá-la, sim!!
Desde quando a música de "Theatrum" veicula algum tipo de raiva ou violência?

Sim, Rodrigo Leão é um compositor denso, carismático. Completamente suspeita, sou fã dele desde os tempos da Sétima Legião, Madredeus e finalmente a solo!!! Todos os discos cá em casa, para ouvir, sem cansaço!
É sem qualquer tipo de dúvida, um dos melhores compositores do mundo, actualmente.
Mas pronto... "Theatrum", em 1996, lá veiculava para o "senhor cronista" do pasquim, uma espécie de raiva e violência. Pobre do homem!

Complexa, densa, emotiva, sim, todos estes adjectivos podem ser aplicados à música de Rodrigo Leão. Raiva e violência (são palavras que utilizo aqui e sinto como extremamente negativas)?? Não! Nunca!!
Assim é o ser humano, assim consegue transmitir para nós Rodrigo Leão o que sente. É um homem comum, quando se está perto dele, tímido, simples. Humano. Há nostalgia, há paixão, luxúria, força, amor, ingenuidade... e outra vez nostalgia. Salientar apenas adjectivos negativos é de uma ignorância assustadora!!

Que pena que estas cabeças pequeninas a escrever para pasquins pequeninos (de grande tiragem) escrevam textos de opinião que as cabeças pequeninas possam ler e até pensar - em caso de desconhecimento - "wow, a música de Rodrigo Leão transmite raiva e violência".

Irra!!!
Olhem, pronto aqui fica um bocadinho de grande raiva e violência do album "Theatrum".
Bem a propósito, a música chama-se Odium :o)



É verdade, já está cá fora "A Mãe" :o)
Bom, este álbum, assim só pelo título e tal, deve ser mais do estilo "maternal" - imagino eu que diria o mesmo "cronista" ahahaha (a arrogância e o cinismo sempre foram grandes defeitos meus! Adoro! Adoro! Adoro!)

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